quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Swing Luso - Opinião portuguesa com certeza!!
Temas: Estilo de Vida e Lazer, Sociedade
*** Sandra Moutinho, da agência Lusa (Portugal)***
Lisboa, 13 fev (Lusa) – Leonor e Francisco têm um segredo que os “uniu ainda mais”: trocam de casal em festas organizadas pela comunidade swinger, nas quais se faz (muito) sexo, mas também “grandes amizades”.
Ela tem 24 anos e ele 28. A viverem juntos há dois anos, chegaram a esta prática “por curiosidade”. Começaram por ir ver as festas, onde encontraram “gente bem disposta a divertir-se” e “sem tabus”.
Os locais são secretos e só os membros da comunidade os conhecem. Em Lisboa, Porto e Coimbra há meia dúzia de discotecas que só funcionam para a comunidade swinger e apenas abrem as portas para estes encontros, normalmente temáticos.
Estas festas, garantem, têm em comum com todas as outras da noite portuguesa a música, o bar, as luzes. Mas distinguem-se pela existência de um privado onde se pode trocar de parceiro sexual.
A troca não é, contudo, fácil. Todos – os quatro – têm de estar de acordo. Se o homem vê uma mulher que lhe agrada, mas não à sua parceira, nada feito. E é este acordo implícito que, diz quem pratica, garante a “fidelidade” aos princípios do swing.
Se o espaço é semelhante ao das outras discotecas, as pessoas são substancialmente diferentes: “Elas vão mais despidas, os homens com roupas mais explícitas”, disse Francisco.
Muito corpo e roupa interior provocante à vista e uma atitude descontraída e “muito sensual” marcam a diferença. Postura que obriga a um cuidado permanente com o corpo e não permite desleixos.
Como explica Leonor, as mulheres normalmente cuidam-se para o verão: “Nós estamos sempre bem tratadas”.
Os homens também têm atitudes proibidas: “É normal ao fim de uns anos de casados, os homens ganharem barriga e desleixarem-se. Aqui não há espaço para isso”.
Francisco enumera ainda outra diferença: “Nas outras festas [não swing] está toda a gente com vontade de partir a louça, mas não o faz. Nós fazemos o que queremos, porque o queremos”.
Os mais novos fazem mais o que querem e com quem querem, pois têm mais opção. “Uma pessoa com 50 anos não tem tanta escolha”, adiantou.
E são cada vez mais novos os swingers portugueses: a maior parte dos 3.000 casais registados no site que se apresenta como “o mais ativo e em mais rápido crescimento da Península Ibérica” tem entre 22 e 35 anos.
A internet é, aliás, a principal porta de acesso a este mundo e é através dela que, segundo um dos administradores do site, os casais são “certificados”.
O objetivo desta “certificação” é garantir, nomeadamente, que os casais são quem dizem que são, o que “é possível, graças ao recurso a webcams e outros instrumentos”.
Tudo isto para garantir a “privacidade” por que anseiam os swingers portugueses, que se destacam dos de outras nacionalidades pela discrição.
“Portugal é o país mais interessante para o swing”, disse o administrador, que solicitou anonimato.
Este responsável sublinha que os swingers portugueses buscam o bom das festas, mas essencialmente o equilíbrio numa vida stressante.
“Estamos enfiados um dia inteiro no escritório, com grandes responsabilidades, mas durante o tempo que estamos nas festas de swing não pensamos em mais nada”.
Leonor e Francisco garantem que não é só o sexo o motor que busca estes casais, mas reconhecem que a maioria troca de parceiro nas festas e é sobre esse tema que comunica na internet: “Fazem-se grandes amigos”.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Está na hora de refletir sobre a exclusividade - Entrevista
A seguir, você confere entrevista com Regina Navarro Lins, que explica por que - aos seus olhos - uma mudança na mentalidade está em curso.
As enquetes e muitos dos depoimentos apresentados em A Cama na Rede questionam a crença nos ideais do amor romântico, como a exclusividade sexual, e a aposta no casamento como a melhor forma de viver o amor. Qual o impacto desses questionamentos neste início de século?
Regina Navarro Lins - Estamos no meio de um processo de profunda transformação na forma de se pensar e viver as relações amorosas e sexuais, que se iniciou nas décadas de 1960/1970, com o advento da pílula anticoncepcional e os movimentos de contracultura. Em 2000, quando o site entrou no ar, as pessoas já eram bem mais livres do que nas décadas anteriores. Mas hoje muita gente ainda sofre com suas fantasias, desejos, culpas e medos. Em meu trabalho, tento contribuir para a mudança das mentalidades para que as pessoas possam viver com mais prazer. Penso ser fundamental a reflexão a respeito dos valores que nos foram passados desde a infância, mas que geram frustrações. Fiz a pesquisa desejando saber como homens e mulheres vivem o amor; compartilhar esse resultado com o público é mais uma tentativa de diminuir o moralismo e os preconceitos. Tenho recebido inúmeras mensagens de pessoas dizendo que estão se sentindo aliviadas por ver que não estão sozinhas.
Que respostas e opiniões dos internautas reafirmaram suas teses?
Regina - Principalmente a questão sobre fidelidade, na qual 72% disseram que já foram infiéis e explicaram suas razões. Apesar de todos os ensinamentos que recebemos desde que nascemos - família, escola, amigos, religião - nos estimularem a investir nossa energia sexual em uma única pessoa, a prática é bem diferente. Uma porcentagem significativa de homens e mulheres casados compartilha seu tempo e seu prazer com outros parceiros. Penso que está mais do que na hora de se refletir sobre a questão da exclusividade. Em vez de nos preocuparmos se nosso parceiro (a) transou com outra pessoa, deveríamos apenas responder a duas perguntas: "Me sinto amado (a)? Me sinto desejado (a)?". Se a resposta for positiva, ótimo. O que o outro faz quando não está comigo não é da minha conta. Não tenho dúvida de que assim se viveria muito melhor. Outro resultado que reafirma o que já disse em livros e artigos foi o da pergunta "Com o tempo o tesão pelo parceiro (a) diminui?". Aqui também 72% responderam "sim". Penso que o casamento é onde menos se faz sexo. Não é necessário dizer que existem exceções, mas não podemos tomar a minoria como padrão. Geralmente, num casamento busca-se muito mais segurança que prazer. Mas acredito que o fator principal para a falta de tesão é a exigência de
fidelidade. A certeza de posse e exclusividade leva ao desinteresse, por eliminar a sedução.
Na pergunta sobre se é possível ser feliz sem um parceiro amoroso: 75% disseram que sim. Isso vai ao encontro da tendência que você anunciou na edição ampliada de A Cama na Varanda. Ainda assim, você diz ter se surpreendido. Por quê?
Regina - A cultura ocidental faz com que a maioria acredite que só é possível viver bem se houver uma relação fixa, estável e duradoura com alguém. Por isso, sempre houve tanta gente buscando desesperadamente um par amoroso. O que me surpreendeu nessa questão foi constatar o declínio da
ideia tão difundida "preciso ter alguém que me complete". Imaginei que teríamos que esperar pelo menos uma década para ver esse resultado. Mas é importante assinalar que muitas vezes um resultado mostra o que as pessoas acreditam, como gostariam de viver, mas nem sempre conseguem. Recebo mensagens do tipo: "Concordo com tudo o que você diz. Mas ainda não consigo pôr em prática". Mas me parece ser uma questão de tempo.
Que outros resultados lhe surpreenderam na pesquisa e por quê?
Regina - Imaginei que, na pergunta "Você gostaria de fazer sexo a três?", muitos responderiam "sim", afinal, nos últimos anos, mais casais passaram a frequentar casas de swing, e eu havia recebido diversas mensagens confirmando esse desejo. Mas nunca pensei que o percentual chegasse a 77%. O anonimato facilita dizer o que se deseja e não se tem coragem de revelar aos outros. Quanto à bissexualidade (que 48% disseram ser o sexo do futuro), não fiquei surpresa. Ao longo da história, sempre foi bem definido o que é feminino e masculino. Homens devem ser fortes, corajosos, agressivos, mulheres devem ser dóceis, emotivas e delicadas. Há uma tendência agora a se desejar ser o todo, a integrar os aspectos considerados masculinos e femininos da personalidade. Daqui a algum tempo, é possível que a escolha do objeto de amor não seja feita segundo o sexo, mas segundo as afinidades.
Na enquete, 86% das pessoas dizem fazer sexo bem, mas 96% admitem que umas sabem melhor do que outras. As pessoas tendem a superestimar seu desempenho?
Regina - Penso que sim. Parece tratar-se de casos de propaganda enganosa...(risos). É uma questão de honra, para homens e mulheres, ser bom de cama. Mas essa preocupação só surgiu de uns tempos para cá, quando a satisfação sexual começou a ser valorizada como aspecto fundamental das relações estáveis. Contudo, ainda é grande a quantidade de homens que vão para o ato sexual ansiosos em cumprir uma missão: provar que são machos. A preocupação em não perder a ereção é tanta que fazem um sexo apressado, com o único objetivo de ejacular. A mulher, com toda a educação repressora que teve, ainda se sente inibida em sugerir o que lhe dá mais prazer. Acaba se adaptando ao estilo imposto pelo homem. Fazer sexo mal é isso: não se entregar às sensações e fazer tudo sempre igual, sem levar em conta o momento, a pessoa com quem se está e o que se sente.
O que faz alguém ser bom de cama?
Regina - Penso que ser bom de cama é não ter vergonha, não reprimir os desejos, é perceber o outro e prolongar o ato sem pressa de chegar ao orgasmo. As pessoas que gostam de verdade de sexo e o sabem fazer bem não têm preconceito. A busca do prazer é livre e não está condicionada a qualquer tipo de afirmação pessoal. Então, o sexo é desfrutado desde o primeiro contato, e se cria o tempo todo junto com o parceiro, até muito depois do orgasmo. Nem é necessário haver amor. O ponto de partida fundamental para uma relação sexual de qualidade é a atração sexual.
Em respostas a diferentes perguntas da enquete é reiterado o desejo de fazer sexo a três. Esse desejo corresponde a uma vontade de viver isso na prática ou pode ter o papel de apimentar o sexo, mas no plano da fantasia?
Regina - Acredito que a maioria tenha vontade de viver na prática, mas tem medo. As fantasias são geralmente associadas à ideia de desvio sexual, gerando sensação de inadequação. Fantasiar o que não é aceito socialmente ameaça pelo temor de que acabe se tornando realidade e prejudique a relação. Para a grande maioria, o dia a dia é regido por regras de comportamento e elas tendem a se enquadrar nos padrões aceitos. Mesmo assim, cada vez mais casais procuram casas de swing onde fazem sexo com outras pessoas ou em grupo. Só que não contam para ninguém.
Na enquete, 80% dizem que o casamento não é o melhor caminho para a vida a dois. Mas o IBGE aponta aumento no número de casamentos ano a ano.
Regina - Há um único lugar onde podemos obter a satisfação imediata de todas as nossas necessidades: o útero da mãe. Aí desconhecemos a fome, a sede e a falta de aconchego. Mas nascemos. Precisamos respirar com nossos próprios pulmões, reclamar da fralda molhada, nos desesperamos com a cólica. Somos tomados por um profundo sentimento de falta, que nos acompanhará por toda a vida. Desde cedo, somos introduzidos num mundo com padrões de comportamento claramente estabelecidos. Inicia-se, assim, nosso processo de socialização. Os desejos espontâneos são gradualmente substituídos pelos que aprendemos a desejar. Nos comportamos de acordo com a expectativa social. A partir daí, todos se tornam parecidos. O condicionamento cultural impõe como única forma de atenuar o desamparo uma relação amorosa estável: o casamento. Apesar de 80% responderem que esse não é o melhor caminho para a vida a dois, na prática ainda é difícil romper com o padrão. Mas refletir sobre isso, como os internautas fizeram, é sinal de que uma mudança de comportamento está a caminho.
Você diz que as expectativas deveriam ser reformuladas acerca do casamento. Mas essas expectativas e o próprio casamento já não estão passando por transformações, com mais igualdade de gênero e o número crescente de separações e recasamentos?
Regina - O que digo é que um casamento pode ser ótimo, mas, para isso, é necessário reformular as expectativas alimentadas a respeito da vida a dois, como a ideia de que o amado é a única fonte de interesse; que cada um terá todas as suas necessidades atendidas pelo outro. Mas o principal a ser reformulado é a ideia equivocada de que quem ama não sente desejo de fazer sexo com mais ninguém. Essa crença gera sofrimento desnecessário, porque, quando se descobre uma relação extraconjugal, a pessoa imagina que não é amada. É difícil entender como alguém pode achar que é simples passar 20 anos fazendo sexo com uma só pessoa.
Na reflexão sobre sexo e relacionamentos, quem são seus seus interlocutores?
Regina - No Brasil, só conheci duas pessoas realmente libertárias atuando nessa área: José Ângelo Gaiarsa e Roberto Freire. Infelizmente, os dois já faleceram. Não tenho interlocutores, o que lamento.
Há pesquisadores que veem suas posições com reserva, como afirmar o fim da exclusividade sexual como tendência futura.
Regina - A maioria das pessoas que trabalha nessa área é bastante conservadora. Há terapeutas que tentam enquadrar seus pacientes nos modelos aceitos socialmente, e, pior, fazem isso sem perceber. Pesquisando o que estudiosos do tema pensam sobre as motivações que levam a uma relação extraconjugal na nossa cultura, por exemplo, fiquei bastante surpresa. As mais diversas justificativas apontam sempre para problemas emocionais ou infelicidade na vida a dois. Não li em nenhum lugar o que me parece mais óbvio: embora haja insatisfação na maioria dos casamentos, as relações extraconjugais ocorrem principalmente porque as pessoas gostam de variar. Um casamento pode ser plenamente satisfatório do ponto de vista afetivo e sexual e mesmo assim as pessoas terem relações extraconjugais.
Para outros especialistas, buscar a não exclusividade sexual é não bancar sua escolha, sinal de falta de comprometimento ou mesmo da crença de que todas as faltas podem ser supridas, desde que com mais de um parceiro.
Regina - Há clichês que são repetidos exaustivamente para que tudo siga do mesmo jeito, ou seja, as pessoas sigam sofrendo. Nunca tive dúvida de que quando alguém sai do senso comum é atacado. Roberto Freire e Gaiarsa, por exemplo, foram muito atacados. Eu também recebo e-mails furiosos. Mas
a imensa maioria gosta muito do que escrevo e me envia e-mails de agradecimento. Isso me dá ânimo de continuar contribuindo para a mudança das mentalidades. Meu objetivo é que as pessoas vivam com mais prazer.
Quando e como você começou a questionar as convenções vigentes?
Regina - Acho que já nasci assim... (risos) Aos oito anos, resolvi fazer a primeira comunhão. Em 10 minutos de aula de catecismo, achei tão absurdo o que a professora dizia, que fui embora. Quando tinha 14 anos, meu pai morreu num desastre de avião. A partir dali, fui educada só pela minha mãe, que era extremamente moralista e preocupada com "o que os outros vão pensar". Minha sorte é que nunca acreditei nos valores dela.
Das ideias que defende, o que você já viveu na prática?
Regina - Estou no meu terceiro casamento há dez anos, com o Flávio Braga, que é escritor também, mas de ficção. Acho que a única ideia que defendo é não haver pacto de exclusividade nos relacionamentos amorosos, e é óbvio que vivo isso na prática. O resto são tendências que aponto.
O que você deseja para vida sexual de seus filhos e sua neta?
Regina - Tenho uma filha de 35 anos, do primeiro casamento; um filho de 25, do segundo. E uma neta de 15. Desejo a eles coragem para não se submeter à moral imposta, e que vivam o mais possível em sintonia com seus desejos. Winnicott, um psicanalista inglês, dizia algo muito bom: o ser humano saudável é aquele que consegue ser espontâneo e ao mesmo tempo um ser social. É isso que desejo a todos.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Brasil, o país da HIPOCRISIA!!!
Antes cedermos a nossos instintos com respeito, cumplicidade e compromisso com nossos parceiros, valorizando assim o casamento, noivado ou namoro do que sujarmos nossa moral agindo como pessoas sem caráter, mentirosas e traidoras!
Vida longa ao Swing!!! Vida longa aos Swingueiros!!!
RIO - Nem tudo são flores no país da liberdade sexual. Embora os brasileiros se revelem muito liberais na cama quando comparados com boa parte de seus vizinhos latino-americanos, eles enfrentam alguns problemas sérios em seus relacionamentos. Pesquisa sobre a sexualidade na América Latina, feita pelo instituto Tendências Digitales em 11 países da região a pedido do GDA, mostra que o Brasil apresenta os maiores índices de infidelidade e disfunções sexuais.
Quem olha para os casos de infidelidade declarados pelos brasileiros corre o risco de perder o sono. Entre os homens, o percentual daqueles que dizem já ter traído pelo menos uma vez na vida chega a 70,6%. Entre as mulheres, o número é 56,4% - o maior da região. O levantamento mostra que apenas 36,3% dos brasileiros nunca traíram um parceiro. Só a Colômbia consegue ter um número ainda menor de fiéis convictos: 33,6%.
- É mais fácil trair no Brasil e na América Latina, onde se lida com a questão de um jeito diferente, de forma não tão condenável, especialmente no caso dos homens - afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP. - É um traço cultural do latino em geral, presente também nos franceses, espanhóis e italianos. Se incorpora ao casamento a ideia de que é complicado viver anos com uma pessoa sem ter ao menos uma experiência extraconjugal. Um sintoma de problemas graves na relação
O assunto é tema de um encontro no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, em Botafogo, nos próximos dias 22 e 23, que reunirá especialistas da área, entre eles a terapeuta de família Mônica Lobo. Segundo ela, os homens em geral seguem o modelo antigo e ainda fazem distinção entre relações afetivas e sexuais. Mas a percepção cresce também entre as mulheres, como mostra a pesquisa.
- Isso está ocorrendo porque as mulheres estão ocupando um lugar diferenciado no mercado de trabalho, estão mais independentes, sabem o que querem, não aceitam qualquer coisa em termos de sexo e se sentem no direito de ir buscar isso em outros relacionamentos - sustenta a sexóloga Carla Cecarello, presidente da Associação Brasileira de Sexualidade.
Mas a infidelidade, masculina ou feminina, sobretudo em percentuais tão altos, segundo os especialistas, é um sintoma dos mais gritantes de que os casais não estão sabendo enfrentar seus problemas e se relacionar de forma mais saudável.
- O que as pessoas muitas vezes têm dificuldade de ver é que, em primeiro lugar, a traição está ligada a uma disfunção da relação, em que cada um dos cônjuges têm tem uma parcela igual de responsabilidade - sustenta a terapeuta Mônica Lobo.
Alexandre Sadeeh, especialista em sexualidade do Hospital das Clínicas da USP, concorda com a colega:
- Falta intimidade entre os casais - diz. - A paixão, o encantamento, o amor do início do casamento são destruídos pela rotina. As pessoas pensam, 'já conheço, já sei, não preciso me dedicar tanto'. Vão mudando e isso não é percebido pelo outro. E vão se distanciando.
A pesquisa mostra que falta mesmo diálogo aos casais, sobretudo no que diz respeito às preferências sexuais. Segundo o levantamento, menos da metade das pessoas dizem falar sempre com o parceiro sobre o que mais gostam na cama. Metade (49,8%) diz que só às vezes fala sobre o assunto e 6,4% afirmam que isso nunca acontece. No Brasil, 42% dizem conversar sempre.
- Acho um percentual baixo num país que fala tanto de sexo - diz Carmita Abdo. - Mostra que 60% não falam, não têm intimidade verbal, não comunicam suas preferências, fantasias, gostos.
Com o distanciamento, o sexo se torna cada vez mais raro
- Muitos casais, a medida que os filhos chegam, se voltam muito para a função parental e deixam de lado a conjugal - constata Mônica.
Para os especialistas, esses problemas estão também na raiz das disfunções sexuais. O levantamento revela que, na América Latina, o brasileiro é quem apresenta maior dificuldade para ter uma ereção (29,8%) e para mantê-la (40,1%). Metade diz já ter sentido dor durante as relações.
- Isso tem a ver com idade, estresse, mas também com o tipo de relação do casal, com a falta de intimidade - explica Sadeeh.
Brasileiros são os que mais fazem sexo pela internet
A pesquisa mostra também que os brasileiros são os que mais fazem sexo pela internet (53,1% dizem ter tido a experiência), contra 45,8% no restante do continente. A prática pode ser apenas a exploração de mais uma ferramenta da sexualidade, mas pode se tornar um problema, de acordo com os especialistas, se for compulsiva.
- É mais comum entre os homens, que buscam os sites de pornografia e as salas de bate-papo para se masturbar - explica Carla Cecarello. - Se for ocasionalmente, só para apimentar a relação, ok, mas em geral não é assim. Os homens se masturbam excessivamente e não assumem o que está acontecendo em seu relacionamento. Não se dão conta de que a relação não está dando conta de suprir as suas necessidades.
Por isso mesmo, a prática vem cada vez mais se tornando um problema sério também entre casais. Afinal, sexo pela internet é traição?
- É uma questão muito discutida, inclusive juridicamente - conta Carla. - O fato é que quem se utiliza dessas coisas não acha que está traindo, mas o parceiro que descobre sempre se sente traído.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Swing favorece doenças sexualmente transmissíveis
Casais acima dos 40 anos que são adeptos de «swing», troca de parceiros, podem estar a contribuir para o alastramento de doenças sexualmente transmissíveis na população em geral, indica um estudo realizado por cientistas holandeses.
O estudo, publicado na revista científica «Sexually Transmitted Infections» e citado pela BBC Brasil, indica que entre os 9 mil pacientes pesquisados que procuraram consultas em clínicas especializadas em doenças sexualmente transmissíveis na Holanda, 12% eram adeptos de «swing» e tinham uma idade média de 43 anos.
A equipa do Serviço de Saúde Pública de Zuid-Limburg, na Província de Limburg, na Holanda, monitorou pacientes que procuraram tratamento em clínicas de saúde sexual em 2007 e 2008. O estudo colocou adeptos do «swing» entre os grupos com índices mais altos de doenças sexualmente transmissíveis, a par com jovens e homossexuais, que já tinham sido identificados como grupos de alto risco.
Os índices de clamídia e gonorréia, por exemplo, atingiu os 10% no grupo dos heterossexuais, 14% nos homossexuais, 10,4% nos adeptos do «swing» e abaixo de 5% entre prostitutas.
Essas diferenças ficam ainda mais evidentes quando a comparação foi feita dentro de grupos de pacientes mais velhos.
Os adeptos do «swing» responderam por mais de metade (55%) de todos os diagnósticos de doenças sexualmente transmissíveis entre os pacientes com mais de 45 anos. Em comparação, os homossexuais acumularam 31% dos diagnósticos na mesma faixa etária.
«Praticantes de swing diferenciam-se dos heterossexuais não adeptos por terem uma rede ampla de parceiros sexuais, caracterizada por parceiros simultâneos e altos índices de sexo sem protecção», disse a autora principal do estudo, Nicole Dukers-Muijeres.
«O nosso estudo confirma que esse tipo de comportamento arriscado torna essas pessoas mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis». «Os adeptos do swing podem tornar-se uma ponte de transmissão para a população como um todo», acrescentou a especialista.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Existe ciume entre os Casais liberais que praticam o Swing ?
E o Ciume, como fica ?
Swing é Troca de Casais.Swingers são pessoas que se amam. Têm uma vida em comum. Um é referência para o outro. Um faz parte da vida do outro. O que os diferem é a maneira com que tratam do sexo.
Sexo com amor só é feito entre o casal (NUNCA ENTRE OS CASAIS). Em uma situação de sexo a quatro o máximo que se pode ter é amizade e afeto suficiente para o sexo não ser gratuito. Amor, ainda é prerrogativa do casal.
Assim sendo, o ciúme fica deslocado. Sabe-se que o fato do cônjuge estar nos braços de outro não configura um sentimento, é puro desejo sexual.
Ter ciúme, nesse caso seria o mesmo que desejar que não estivesse sendo tão bom para o outro como está sendo para ele. Se isso acontecer, é sinal claro que o casal não estava preparado. Deve-se desejar que seja o melhor possível para o outro. O ciúme entre swingers, se aplicaria à uma relação que tivesse tendência a envolver sentimentos.
Citamos aqui uma experiência de um casal, vivida logo no início da vida liberal dêles:
" Experimentavam o ménage masculino (o casal mais um homem) e após a esposa trocar beijos, abraços, carícias íntimas e sexo em várias posições com o rapaz, imediatamente após o orgasmo de ambos, ela, talvez inexperiente em fazer sexo com quem não amasse, abraçou-se com o rapaz e...COM A MÃO DIREITA FEZ CARINHO EM SEUS CABELOS!!!
O marido, que a tudo assistia excitado e maravilhado, se conteve para não avançar e tirá-la do colo do rapaz e parar com o que viu, como sendo aquilo, algo que só ele tinha o direito: O simples cafuné. "
Claro que hoje, mais vividos, eles se permitimos isso e muito mais.
No caso acima, o afago nos cabelos ele não queria dividir. Dividiu com muito gosto e prazer as curvas do belo corpinho da esposa, os carinhos íntimos que ela fez e recebeu no sexo. Mas não um gesto de afeto puro como aquele. Ela percebeu isso e nunca mais deu a ninguém algo que era só dêle: O carinho de esposa...única e especial na sua vida.
O Swing acontece em todas as cidades.O que me ficou claro ali é que é que existe um limite. Esse limite é flexível, varia de casal para casal e depende da experiência e do modo de ver de cada envolvido. Casais Swingers conversam muito antes e depois das aventuras, assim estabelecem desejos e limites.
É importantíssimo saber do outro o que se pode, deve ou não fazer. Queremos sentir outras pessoas, ter sexo com elas. Não gerar ciúme, brigas e cobranças. Certos carinhos são exclusivos do casal.
Em tempo: o Swing nos expõe muito em relação à nossa esposa ou marido. É importante que o casal esteja forte, seguro e resolvido em detalhes para que não sofram pequenos e até grandes problemas.
Praticar Swing é, essencialmente dar...dar a oportunidade de a nossa esposa sentir o que talvez não possamos proporcionar e ficar felizes porque ela foi feliz e saiu satisfeita. É também nos dar a oportunidade de viver as mesmas emoções que ela, e ter a satisfação de saber que ela está feliz porque foi bom para o marido. Independente de se a outra esposa for mais bonita, mais jovem ou mais ativa.
Evite-se comparações.
Devemos aceitar as deficiências dos casais amigos com a mesma naturalidade com que aceitamos e usufruímos suas qualidades sexuais. Sem nunca cobrar do nosso cônjuge atuações semelhantes. Somos como somos e nos complementamos com o que o mundo liberal nos oferece.
Marido, é um só. Esposa, só temos uma.
Dessa forma, o ciúme não tem lugar.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Ai é tão grande
Há pouco tempo atrás lemos algo neste género:

terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Os 10 mandamentos do swing
- Usar sempre a camisinha.
- O casal que vai praticar o swing tem que ter a cabeça feita, ser bem liberal e aproveitar aquele momento, que pode ser o único.
- Nada de cobranças ou culpas entre o casal, só aproveitar o prazer.
- Cabe a cada casal sentir, antes de partir para o swing, se é isso o que realmente deseja. Entender que o swing busca o prazer, a superação no casamento, a realização de novas fantasias, e nunca um lance de "culpa" ou uma justificativa para um ato de ciúmes.
- Somar ao prazer de fazer o sexo gostoso com um novo parceiro o prazer de ver a mulher ou o marido fazendo sexo com outra pessoa.
- Durante a fase de correspondências, procurar se conhecer bem. Até ter confiança, enviar fotos e, posteriormente, o número do telefone.
- Evite, no primeiro encontro, a inibição ou qualquer tipo de obstáculo que possa pintar pelo fato de você estar na casa de alguém que você não conheça ou vice-versa.
- A sugestão para o primeiro encontro é sempre locais públicos - nunca na casa de nenhum dos casais envolvidos. Segurança num lance de swing é fundamental.
- Acertada a primeira experiência - pode ser a única - o melhor é procurar um motel ou uma casa de swing. Só, adquirida muita confiança, levar o casal para sua casa ou apartamento.
- Se o casal tem alguma experiência e for transar com um casal que quer curtir o swing pela primeira vez, cuidado redobrado. É importante que todas as fronteiras sejam demarcadas, todos os limites estabelecidos: ela faz sexo anal ou não? Ela faz sexo com mulher? Ele quer uma relação homossexual ?
Essas recomendações são obvias para casais que procuram prazer e devem ser seguidas a critério de cada casal, ou praticante do swing.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Reportagem no SBT sobre o swing: Deserviço ao meio liberal
E o pior é que pessoas que são do meio, donos de boite, se prestam ao ridículo e a serem ridicularizadas. O Swing não é pra ser veiculado em canais abertos como se fosse uma matéria sobre a fauna amzônica. Prezamos ao máximo pela discrição e surgem pessoas movidas talvez pela vontade de ficarem conhecidas ou de aumentarem as visitas em sua boite e expõe o swing como uma coisa banal e libertina.
O uso de termos e expressões pejorativas, como "troca-troca" e "ninguém é de ninguém" por exemplo "enriqueceram a matéria que o SBT exibiu na noite dessa quarta-feira. Fora o absurdo de terem entrado com uma câmera em uma boite e filmado o que acontecia lá dentro, expondo alguns casais.
E o pior foi, provavelmente, terem simulado depois em outra parte da matéria como as coisas rolavam na boite. Desconfiamos que foi simulado porque em que boite swinger TODAS as mulheres vão de calça jeans??? Pelo menos poderiam ter pesquisado melhor... Fora a filmagem por cima da cabeça de algumas pessoas... será que ninguém teria visto?
Bem, como na maioria das vezes um deserviço para o swing e os casais sérios. Até hoje o único canal que vimos tratar com respeito o meio liberal em suas matérias é o Sexy Hot, o resto é sempre a mesma coisa, mostrar as coisas de forma deturpada buscando apenas alguns pontos de audiência.
De qualquer forma, isso acaba chamando atenção de alguns casais curiosos, então se vocês encontraram essa página por causa do programa de ontem, ESQUEÇA tudo que viu e ouviu e venha fazer uma visita no MISTURA CERTA neste fim de semana e veja com seus próprios olhos o que é o Swing de Verdade, feito por casais, para casais, com Respeito, Prazer e Segurança.
Abraços enormes a todos,
SNG - 3 Anos de Respeito Acima de Tudo
Complementamos nossa postagem com o excelente comentário do Casal MC:
A comunidade swinger pode ser uma sociedade paralela, mas não é uma sociedade obscura.
Dela fazem parte advogados, importantes quadros de empresas, detentores de cargos públicos, músicos, o seu dentista, a professora do seu filho, até um antigo presidente duma grande potência.
Não é certamente uma sociedade às avessas, onde os valores sociais se extinguem, eles existem, só que equilibrados por outros valores de ordem sexual e uma diferente moral.
Se este estilo de vida, propicia aos seus praticantes um intensificar da união, o enriquecimento das suas vidas e uma maior felicidade, então será algo a que devemos olhar mais atentamente. Se esta é uma solução para combater o casamento que institucionaliza a ideologia burguesa de segurança nultificadora da vida emocional das pessoas e torna a vivência uma mesmice, então, esta é uma solução digna da nossa reflexão Mesmo que alguns cheguem à conclusão que não lhe serve. Pois se pecado existe... é o pecado da ignorância.
O fato é que esta nova moral do amor é uma realidade sociológica de importância, com milhões de adeptos em todo o mundo, tornando-se por isso um assunto intrigante. Será uma audácia falar nele; escandaloso seria ignorá-lo ou expô-lo de forma tão vulgar.
Grande abraço,
Casal MC (Fabiana e Jorge)
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Swing, o outro remédio para a infidelidade

Casais liberais distinguem amor de sexo e têm prazer com outros parceiros. A história que se segue, de um casal swinger português, é para maiores de 18 anos
Aquele bangalô do Parque de Campismo de Monsanto não fala. Se falasse, seria a fonte ideal para relatar a primeira aventura de swing do casal SW-Team. É este o nome de guerra de T. (homem, 29 anos) e S. (mulher, 26), casal que pratica "sexo social, entre casais" desde 2006 e que agora publica o livro "Swing - Diário de bordo" (ed. Bertrand).
Recuamos a 2006 e ao aniversário de S.. Depois de muitas conversas em fóruns na internet, T. resolveu oferecer-lhe uma noite a três com... outro homem. "Convidei o Tob a juntar-se a nós. Ele aproximou-se e ela ajudou-o a tirar o roupão, depois levou a boca ao seu jovem sexo firme e duro", narra T. na página 18 do livro.
A chegada ao swing não foi a mais habitual para o casal lisboeta. Afinal, os singles masculinos como Tob (homens que se movimentam sozinhos nesta comunidade em busca de prazer) não são muito bem vistos e sofrem "mais recusas dos casais". Mas a "noite de loucos" no ambiente bucólico de Monsanto correu bem e foi o empurrão que faltava para a entrada definitiva no meio.
Os próximos passos foram a primeira ida ao X-Club, local por excelência da comunidade swinger lisboeta; a "partilha de fotos sem rosto" pela net; as primeiras vezes com casais swingers; as grandes festas eróticas e as mais privadas, até na própria casa. No livro, T. descreve tudo com uma escrita muito explícita e várias vezes pornográfica: "Segurou-me o pénis dentro da boca da minha amada enquanto lhe dizia 'bebe o leitinho todo, bebe'. Adorei a experiência."
Passaram quatro anos e a SW-Team continua a encarar o sexo sem tabus. Tem perfis em vários sites, para conhecer novos casais, e garante que o prazer está em "procurar inovar a cada experiência". Quando olha para trás, T. dá um conselho aos que pensam iniciar-se nesta prática: "Jamais entrem no swing com a ideia de que pode salvar um casamento. Se o casamento não está bem, o swing apenas o vai piorar."
O sexo livre é apenas "uma pequena parte" da vida deste "casal feliz", com dois filhos. T. garante não sentir "qualquer tipo de monotonia ou quebra de confiança na relação". O principal risco de entrar no universo swing é não ter a certeza do passo que se está a dar. "Deve entrar-se no swing com confiança e quando a relação está sólida. Aí, o swing tem o papel fundamental de apimentar a realidade sexual do casal", prossegue T.
O swing foi a forma que a SW-Team encontrou de animar a sua vida sexual e "desfrutar dos diferentes prazeres da vida" sem recorrer à traição: "Não entramos no campo da infidelidade, no qual a maioria das pessoas entra, jogando às escondidas e colocando máscaras de gente séria" (pág. 21).
Mas para um casal dito convencional é difícil imaginar uma situação em que o outro parceiro faz sexo ali ao lado, com outra pessoa. T. diz que a culpa é da sociedade, que é "preconceituosa em relação a escolhas que diferem do que está dentro de certos parâmetros". É principalmente por isso que a SW-Team continua a esconder esta sua faceta sexual da maioria dos amigos não swingers. "Existem duas ou três pessoas fora do meio que sabem mas os riscos são elevados e preferimos salvaguardar-nos."
São poucas as barreiras que o casal swinger não quebrou: as noites de sexo em grupo, os encontros casuais em festas, as férias picantes no Algarve e em Amesterdã. Tudo, afiança T., sem que o ciúme alguma vez se intrometesse na história. "A partir do momento em que colocamos os valores swingers em prática, sentimentos como o ciúme desvanecem."
Isso vale mesmo quando T. percebe que a sua "amada" [expressão que usa, quase sempre, quando se refere a S.] gosta do sexo com outro parceiro. "Se a minha companheira gosta de estar com alguém não implica que já não goste de estar comigo", defende-se. E vai avisando que é bom que S. aproveite cada minuto de sexo, porque "pode ter a certeza" que ele vai fazer o mesmo. "Faço questão de que ela se divirta ao máximo", remata.
T. frisa que "um swinger é uma pessoa completamente normal". Só que as noções de normalidade também estão inscritas pela sociedade e é natural que surjam perguntas. Um ano depois de entrarem no swing, S. resolveu contar a uma amiga. "Ao princípio a reação foi quase de choque mas depois de se habituar começou a fazer as perguntas habituais" (pág. 84). Para quem também tem perguntas (ou interesse), o melhor é consultar as páginas dedicadas ao swing na web (ver caixa) e começar por analisar este lema da SW-Team: "O ciúme limita, a conduta swinger liberta."
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Swing: Cada um tem o seu
Todo mundo que vivencia a pratica do swing sabe bem qual é uma das mais comuns perguntas neste meio. “O que vocês curtem?” Perguntar a outro casal quais suas preferências parece ser uma coisa muito simples de se fazer, mas por outro lado representa uma grande complicação responder. Para auxiliar a casais que estão iniciando no mundo das fantasias de casais e que ainda não tiveram nenhuma experiência seguem algumas dicas ótimas para ajudar na hora de responder a esta pergunta.
Vejamos primeiro a pergunta em si, ela antes de qualquer coisa representa que há “segundas, terceiras e quem sabe até quartas intenções” por parte do casal que perguntou. Sem hipocrisias, o simples fato de estar entrando no universo swing já indica que vocês também têm segundas intenções. Se a pergunta deixa no ar o interesse do casal em vocês, também deixa evidente uma preocupação em tornar claro todos os limites no envolvimento de todos, evitando dessa forma, qualquer embaraço ou constrangimento em qualquer um dos envolvidos. Também fica implícito o interesse de descobrir, conhecer melhor vocês. Saber com quem se está relacionando é uma coisa importante. Há casos de casais que tem fantasias de se relacionar com estranhos, pessoas que nunca viram, ou sem nem sequer verem quem são essas pessoas, mas fora essas fantasias a maioria das fantasias, principalmente para os iniciantes, são muito mais prazerosas quando realizadas e compartilhadas com pessoas que se tornam amigos. Por isso não se sintam envergonhados de perguntar para o outro casal quais são também as preferências deles. Eles esperam essa pergunta de vocês até para saberem o quanto eles estão agradando ou para saber se há algum interesse também.
Quanto a resposta, é preciso que se haja compreensão de que a maior dificuldade está no nível de maturidade do assunto na vida de vocês. Não há uma resposta certa ou errada, na verdade todas as respostas estão certas se forem ditas com certeza de que tudo é uma fantasia conjunta. O primeiro passo de qualquer casal no swing, não é descobrir o endereço de casas de swing ou criar um perfil para vocês. O primeiro, e mais importante passo é a conversa, é um diálogo franco e aberto entre vocês. São nesses diálogos que serão traçadas as fronteiras das fantasias de cada um, e dos dois enquanto casal. Lembrando sempre que o respeito é a peça chave nessa hora, não se deve tentar impor ao outro uma fantasia. Deve ser respeitado, sempre, o tempo que cada um leva para atingir a maturidade para querer, desejar e então vivencias uma fantasia nova. Depois de muita conversa finalmente sim, cada um chega a sua resposta, e deixem bem claro o que vocês querem. É extremamente desconfortável ter seus limites desrespeitados por algum casal ou solteira (o). Se em algum momento as coisas estiverem se direcionando para um caminho que não é o que vocês desejam, digam isso claramente, melhor cortar o clima de outra pessoa do que ter que lidar com um trauma entre o casal depois.
Recentemente estivemos em uma casa de swing no Rio de Janeiro, ótimo lugar, estávamos em uma cabine/suíte com dois casais amigos nossos, nos divertindo muito e aproveitando cada minuto, quando todos nós pudemos escutar um casal discutindo quase aos berros na cabine/suíte ao lado por que o homem teria feito algo com outra mulher que sua esposa não queria que fosse feito. Não entrarei em detalhes para não constranger ninguém caso um dos envolvidos esteja lendo o post, mas uma frase que foi dita por um deles, foi: “...mas isso você tinha que ter me dito antes, se você não me falou e fez o mesmo como vou saber que te chatearia...”
Por isso repetimos: O swing começa com a conversa entre esposa e marido. E lembrem-se de sempre respeitar aos outros da mesma forma que vocês gostariam de ser respeitados.
Sobre a nossa resposta para quais são nossas fantasias, digamos que ela é tão enigmática quanto sugestiva, apenas dizemos: “Adoramos ter e dar prazer, mas antes de tudo adoramos fazer amigos.”
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Dicas rapidinhas para um babado gostoso
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O Submundo do Swing
O Swing é uma prática sexual liberal, que requer um amadurecimento emocional e sexual muito grande por parte de seus praticantes e que não serve como salvação pra problemas matrimoniais ou crises conjugais, muito pelo contrário, requer que os casais praticantes estejam em plena harmonia com suas fantasias, desejos e participem conjuntamente do sonho de realizar tais fantasias.
A ferramenta básica para a pratica do swing não é uma ereção prolongada ou uma flexibilidade impressionante, apesar de ambos ajudarem muito na hora decisiva, mas sim a comunicação e o diálogo. È imperativo que o casal converse muito, troque confidencias de suas fantasias, por mais avançadas ou simples que elas sejam, é preciso que se fale claramente, sem pudores ou receios “eu quero isso” ou “isso eu não curto”. E para que um casal possa fazer isso é importante que haja uma sintonia afinada entre ambos e entre o casal e outro ou outros casais na hora de concretizar as fantasias.
Infelizmente o Swing não é uma pratica sexual corriqueira, muito pelo contrário, apesar de mais de 70% da população já ter fantasiado participar de uma troca, um ménage, ou orgia, a maioria das pessoas nunca levou isso adiante, nunca deixando de ser uma fantasia. Seja por preconceitos religiosos, puritanismo enrustido ou receio de exposição pessoal, a maioria das pessoas que fantasiam uma transa a 3 ou a 4 nunca chegam a falar nisso, e dos que falam, a maioria não chega a concretizar. Se pensarmos que a Grande Rio de Janeiro tem mais de 1 milhão de pessoas, sendo que menos de 5 mil são praticantes de swing em qualquer uma de suas formas, percebemos que na verdade somos uma minoria absoluta.
Além de sermos minoria, somos praticamente como membros de um movimento revolucionário, nos encontramos escondidos da sociedade, freqüentamos clubes noturnos para trocar idéias e vivenciarmos novas experiências, usamos nomes falsos, apelidos ou nicknames, como Casal Bonnie e Clyde, Casal Safadinho, Casal Tarado...poucos de nós usamos nosso nomes ou apelidos verdadeiros em nossos perfis da internet, vivemos em um submundo, temos duas vidas. Somos o Fulano e a Cicrana durante o dia, em nossos trabalhos e convívio familiar e social mas de noite, as vezes nos finais de semana, nos transformamos
Por isso dizemos aos casais amigos, sejam bem vindoa ao nosso submundo, e fiquem completamente a vontade para fazer parte dessa nossa vida secreta e participar de nossos prazeres proibidos. Porque pra nós, swing é assim mesmo, Segredos e Prazeres.
Autor: Casal Bonnie e Clyde.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Assim caminha o swing...
Nos tempos de Rio Tropical, prezavamos por realizar apenas festas voltadas para casais, utilizando das diversas experiências dos casais mebros do grupo para organizar uma festa de casais para casais, com total segurança, discrição e absoluto comprometimento com o lema do SNG: Prazer, Respeito e Segurança!
Na época, dispunhamos apenas dos sábados, e como todos somos carecas de saber, o sábado é o dia nacional do babado entre casais, então nada como uma festa de altíssima qualidade somente para casais!
Hoje, os tempos mudaram. A RT não existe mais, deixou saudade, marcou uma época, mas passou.
E desde o inicio deste ano de 2009 uma boite tem se destacado no cenário swinger carioca. E tem se destacado por sua beleza, por seu padrão de serviço acima da média, pelo atendimento excelente e pela segurança e discrição absolutas.
Lembrou alguma coisa?
Claro, tudo aquilo no que o SNG acredita! A boite conta com cabines free e para locação bem aconchegantes, cabines de toque, cama de Baco... tudo pra propiciar uma interação gostosa. Além de instalações de alto nível, iluminação incrível...
Ou seja, os pilares sobre os quais o SNG foi criado eram os mesmos encontrados no NOVO MISTURA CERTA: Prazer, Respeito e Segurança. E claro, SWING DE VERDADE, bandeira essa levantada pelo SNG desde 2006!!!
Como as coisas evoluem e como hoje podemos estar apoiando uma verdadeira CASA DE SWING, pois SOMENTE funciona PARA O PÚBLICO LIBERAL, naturalmente surgiu a oportunidade de realizar festas em dias diversos do sábado.
Aqui entram as escolhas que falamos lá em cima. Os casais podem escolher frequentar a boite numa noite só para casais... ou numa noite com solteiros... ou numa noite que o DJ arrebenta o tempo todo... ou numa noite com música ao vivo e jogo na tv... porém com a certeza de estar no mesmo ambiente, desfrutando do mesmo serviço de alta qualidade, e da mesma preocupação com sua satisfação.
Assim, desde o dia 02/06, que o Casal Lamour, com total apoio do SNG, vem organizando as festas nos dias de
Às
O Casal Lamour convida aos casais para vir curtir uma noite de prazer regado a sexo e sensualidade... na companhia de amigos e amigas.
Aos casais, convidem aquele seu amigo solteiro, para um bate papo gostoso em pleno inicio de semana e ainda para uma gostosa fantasia nas instalações no MC!
Às QUARTAS, SOMENTE PARA CASAIS E SOLTEIRAS, nada melhor que um clima como só o Mistura possui para ser o seu ponto de encontro swinger no meio da semana, com MÚSICA AO VIVO e ainda nas TVs passando o jogo do Campeonato Brasileiro.
Ir pra um bar cheio de homem pra ver jogo??? Nem pensar, né! Que tal ver os jogos na companhia da esposa toda gostosa e sensual, na companhia de amigos do swing, fazendo novos amigos, em um ambiente seguro e discreto e ainda podendo depois fazer um sexo gostoso???
Não tem nem comparação, não é!?!?
E as quartas, a organização também é do Casal Lamour com total apoio do SNG.
De SÁBADO nem precisa falar muito, afinal o DIA NACIONAL DO BABADO já está consagrado no Novo MC! Com noites bombásticas e com a expectativa da saudosa FESTA DO PIJAMA no dia 20-06!
Aos sábados a organização é do Casal Ruy&Vany, e também com total apoio do SNG.
Bem, é isso aí amigos. Será um prazer recebê-los no POINT do swing e do MENAGE do Rio!
Nos vemos lá...
Para acompanhar toda a programação, que também inclui os dias de quinta e sexta, acessem o site www.misturacerta.com.br
Abraços,
SNG - Swing Nova Geração
terça-feira, 14 de abril de 2009
Iniciando a prática do swing
Alguns casais nos perguntam sobre como iniciar a prática do swing. Geralmente as dúvidas são sobre como começar, como convencer o cônjuge, ir ou não a uma casa de swing, sair com outros casais, contratar profissionais, etc.
- Casamento sólido
- Harmonia e concordância
- Experimentação – escalas: saiba dizer não e respeite os limites do seu parceiro
- Sexo puro – sem envolvimento emocional
- Proteja sua privacidade – saia sem deixar rastros
Vamos começar pelo começo...
Iniciando a prática do swing
E um ritmo de experimentação sem afobação (Regra nº 3).


E aí surge um outro aspecto um pouco complicado na vida dos swingers: como identificar parceiros
Deveria ser fácil, mas não é.
Mas não é isso que ocorre. Existem aqui três tipos de pessoas que dificultam essa identificação:
Os que têm medo de serem expostos

Os que não sabem usar os recursos ou não entendem como isso pode ser aplicado
Os que estão mentindo

Estes três tipos dificultam encontrar alguém legal pela internet (que poderia ser eles mesmos).
Especificamente falando das fotos, muita gente ainda não entendeu um conceito antigo e básico: uma imagem fala por mil palavras. Pensa bem: do que nós estamos falando? Sexo! Sexo só rola com atração física (a não ser que seja estupro ou comércio). Pode acontecer de você marcar um encontro com um casal e chegar lá não rolar atração física. E aí? Lá se foi a sua noite...
Talvez sejamos um pouco pragmáticos, e isso incomode alguns, mas não saímos com quem não mostra imagens claras sobre como é o seu corpo (inclusive partes íntimas). Não tem perigo de acontecer: sem foto não rola encontro. Pode ser o casal mais gente fina do mundo, mas considerando tudo o que foi escrito acima (especialmente a Regra nº 4), se não acharmos interessante (os dois) o que vimos nas fotos, não vamos adiante. Não tem nada a ver com corpos esculturais, nosso desejo transcende esses padrões de beleza. Não importa peso, tamanho, cor, nada disso... mas é preciso que a gente se interesse. Não significa que decidimos com quem sair apenas pelas fotos, mas elas nos ajudam muito.
Clubes de Swing são uma boa opção?
Muita gente de outros estados, bem como de outros países, vai ler esse artigo e discordar do nosso ponto de vista. Leve em conta que a nossa experiência em clubs de swing é em uma única cidade e que existem várias outras realidades em outros locais (São Paulo, por exemplo deve ter opções fantásticas).Mas aqui a coisa não está muito legal. Nós fomos algumas vezes em algumas dessas casas na cidade e a sensação que fica é que poucos swingers freqüentam esses ambientes. A maior parte está cheia de casais montados, muitos deles profissionais, e existem problemas de administração do negócio.
Por exemplo, parece haver um conceito generalizado de que todo mundo está liberado para a putaria, abertamente. Privacidade foi para o saco. Uma determinada casa aqui na cidade propôs, uma noite, que os casais transassem no palco. Quartos fechados, quem quisesse fazer alguma coisa teria que fazer ali, no palco e na frente de todo mundo. Supostamente para iniciar os novatos (devidamente recepcionados pelos mais experientes)... !!!!!???? Pelo menos para nós, parece uma idéia maluca...
Outra casa, com uma excelente estrutura, diga-se de passagem, “a parada” rola em uns quartos bem iluminados... e com um monte de gente na porta... chega a ser engraçado... Fica um pessoal na porta, olhando, conversando, fazendo piadinha... (será que alguém poderia tirar uma foto?) ... Impossível criar um “clima” nestas condições...
Não tem cabimento! Nós temos um nome a zelar. Não consigo entender o que faz um administrador de uma casa de swing imaginar que pessoas comuns vão se expor dessa maneira...
Consideramos a possibilidade de nós estarmos completamente equivocados, ou seja, nós é que estamos fora de contexto. É um club, não é? Pode ser normal você socializar , ter carteirinha, transar em cima do balcão, a moçada tirar foto, etc... mas para nós não serve. Sem privacidade não vai...
Me parece ser esse o principal motivo para que raramente se encontre gente comum nesses ambientes... O que se vê são grupinhos de pessoas aparentemente “da área” e uma sensação clara de que o seu lugar não é ali.
Mas e aí? Vale a pena? Apesar dos pesares, acho que para casais iniciantes sim. Aquelas fases de ver outros casais transando ou permitir algum tipo de toque pode ser realizada muito bem em clubs de swing (é o melhor lugar para isso).
Nos quartos (escuros) pode rolar algumas emoções interessantes (nós fomos e gostamos). Mas depois que você sai a primeira vez com um casal (legal), a relação atinge um patamar de qualidade muuuiiiito superior... é outro nível...
É seguro sair no primeiro encontro?
Depende.Há algum tempo atrás um casal nos convidou para freqüentar sua casa. Casados há mais de 15 anos, com filhos, ele professor universitário e ela administradora de empresas. Nunca tinham falado com a gente. Eles não sabiam quem éramos, o que fazíamos e já, de cara, nos convidaram para ir à sua casa. Não aceitamos.
Nós consideramos o convite acima um comportamento de risco. Não para nós, mas para eles. Desprezaram completamente a Regra nº 5 (deram nome, endereço, local de trabalho e até detalhes do patrimônio – um bom apartamento, 2 carros do ano e um barco). Um dia alguém mal intencionado vai aceitar esse convite e pode causar sérios danos, de todo o tipo, a começar pelo constrangimento.
Recomendamos, caso você queira sair com qualquer pessoa estranha, solteiro ou casal, marcar um encontro em um local público, tipo um restaurante ou um barzinho. Algumas horas de conversa ajudam numa avaliação de risco. De preferência que você já tenha algumas referências. Nós seguimos esta receita:
- Buscamos informações na internet, o que inclui fotos e dados do perfil;
- Tentamos identificar conteúdos que essa(s) pessoa(s) tenha deixado na web (fóruns, grupos, etc.);
- Batemos um papo pelo MSN;
- Batemos um papo por telefone (e cruzamos informações);
- Marcamos um papo em local público;
- Se tudo der certo, ninguém mentiu nem escondeu nada relevante, e os dois estiverem interessados, então saímos.

Negar informações (exceto dados pessoais, porque isso a gente não quer e também não fornece), não mostrar fotos, já querer ir direto para um motel ou se oferecer para vir à nossa casa, são indícios de que alguma coisa não está legal. A gente aborta...
Conversas que não “batem”, maridos que desconhecem detalhes de suas esposas (ou vice e versa), a gente aborta...
Grosserias, imposições, indelicadezas, alguém avançando o sinal sem a devida autorização, a gente aborta...
Deu bandeira, começa a revelar intimidades em público (abandona a discrição), a gente aborta...
Se passar por toda essa bateria de testes, a gente vai... porque não?
terça-feira, 17 de março de 2009
O Primeiro Swing a gente nunca esquece...
O SNG não concorda, aprova, indica ou corrobora com TUDO o que é dito, mas mesmo assim é um bom texto, se lido com o desconfiômetro ligado.
Boa leitura.
O primeiro swing a gente nunca esquece | |
Swing não é nenhuma novidade sexual da era moderna. Roma já era campeã na antiguidade e sexo grupal para eles era normal. O que aconteceu é que a prática ficou um pouco esquecida no cenário mundial, mas com a liberação sexual ela voltou á ativa. | |
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Nos conte também sua primeira
experiência no meio liberal.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Ah, se ela fosse rolinha
Não agüentava ficar mais de uma semana sem sexo. Mas quem olhava, não dizia. Era recatada, tímida, não ria alto, nem tinha aquele olhar lascivo, não tinha boca pintada, não usava roupas justas tampouco decotes profundos. Parecia sem graça, dos pés à cabeça, parecia ser assim sempre.
Mas depois que terminou o noivado, não passava um dia sem pensar em dar. Continuava com a mesma capa de menina-moça, mas a mente era uma pornografia só. O noivo, que a conhecera na intimidade, sabia bem dos desejos da garota. Confirmava a sabedoria popular, que diz que as quietas são as piores. Era o noivo meter-lhe a mão entre as pernas que ela se transformava. Primeiro molhava-se inteira de tanta excitação. E toda aquela umidade do meio das pernas ela gostava de passar pelo corpo todo. Nessas horas, seu cheiro mudava, seus peitos de menina tornavam-se cheios e bicudos. O cabelo solto, a boca vermelha pelo sangue que corria mais rápido, depois de tantos beijos sugados, quem a visse agora, julgaria: vadia.
O noivo a trocou por outra, mais fogosa, mais endinheirada, mais mulher. Ela, sem ter ninguém, tentava suprir seus desejos primários enchendo a imaginação de fantasias que jamais pensou que pudesse ter. Imaginava-se sendo seguida pelo porteiro do prédio nas escadas, tenho a calcinha arrancada à força. Desejava enfiar na boca todos os dedos do seu professor, mesmo sujos de giz. Torcia para que um estranho na rua lhe passasse a mão. No ônibus, gostaria de ser encoxada pelos operários que iam cedo para o trabalho. Mas se um homem a abordava com mais veemência, ela baixava os olhos e dava um jeito de sumir dali.
Entre a angústia, a timidez e o desejo, não sabia ao que ceder. A mãe desconfiou. Os olhos da menina estavam mais fundos, a comida ficava toda no prato. Vivia dizendo, seu mal foi ter se entregado praquele safado do Beto. Mas só ela sabia que não era o Beto o seu problema. Era o que ele tinha feito com ela. De ter mexido onde mexeu, de ter enfiando tanto os dedos, a língua, o pênis em todo os seu buracos. A ponto de ela não saber de qual havia gostado mais, do que mais lhe dava prazer. Definhava. O cabelo entupia o ralo do banheiro, a mãe se zangava.
– Amanhã mesmo você vai ao médico.
Não queria médico, não estava doente. Como iria dizer para o doutor: só penso em sexo. Mas foi. A mãe era implacável. Ela foi.
- Por favor, tenho hora marcada.
- Pois não, o doutor a espera.
Entrou de cabeça baixa, o doutor pediu que vestisse o avental verde-água e se deitasse na maca. A enfermeira ajudou a posicionar as pernas nos dois suportes laterais. Deitada de frente, com as pernas abertas e suspensas, parou de sentir frio. O rosto agora queimava, ela sabia exatamente o que isso antecedia. O médico gentilmente apalpou seus seios, pressionou seu ventre enquanto ela ardia e corava. Educadamente, o médico avisou-lhe quer iria tocá-la e sem que ele conseguisse concluir a frase, ela já estava gritando:
- Por favor, por favor!